sexta-feira, 10 de julho de 2009

A história do Futebol e Botão

O Futebol de Botão...
Também conhecido como Futebol de Mesa, nada mais é que um jogo simulado de Futebol praticado com botões que representam os jogadores e os clubes de verdade. Nasceu como uma brincadeira, um passatempo, e hoje, até esporte é.

No início...
No início, eram apenas botões retirados de paletós, cuecas, blusas. Com o tempo, tampas de relógios ou qualquer outro material que pudesse deslizar. Os goleiros eram pequenas caixas de fósforo recheadas de qualquer material que não os deixassem tombar facilmente.O campo nada mais era que um espaço no chão, uma mesa com linhas demarcadas ou mesmo a mesa da cozinha. A bolinha podia ser um pequeno rolinho de lã, uma pastilha de remédio, ou um pequeno cubo. A palheta, qualquer objeto que pudesse fazer os botões deslizarem. A trave, qualquer material que estivesse por perto. E com isso, tudo estava pronto para o espetáculo.

Dia do Botonista...
Em 1930, um carioca, chamado Geraldo Celso Décourt, publicou o primeiro livro de regras. Anos mais tarde, ele seria homenageado. A data de seu nascimento, 14 de fevereiro, ficou oficializada, em 2001, como o “Dia do Botonista”.

Primeiras fábricas...
Nos anos 50, surgiram as primeiras fábricas dispostas a produzir o jogo. Algumas pequenas fábricas produziam de forma quase artesanal os botões, utilizando materiais como o galaliteA beleza e o ótimo acabamento dos botões eram o ponto forte, mas o preço de cada time acabava ficando alto demais. Enquanto isso, grandes indústrias de brinquedos fabricavam em larga escala modelos populares de plástico. Algumas coleções ficaram famosas, como a coleção da Bola Gol, composta por mais de 130 times brasileiros, estrangeiros e seleções. Até hoje é reconhecida como a maior coleção em termos de variedade. A coleção Onze de Ouro ficou na memória dos praticantes, pois era vendida de uma forma diferente, nas bancas de revistas. Isso fazia com que os colecionadores fossem atrás de cada jogador até completar os times. A Estrela lançou na década de 70 uma série com botões simples e de preços bem acessíveis, nela vinham estampados fotos de craques da época. Outras fábricas lançaram seus modelos ao longo da história. Fabricas como a Canindé e a Brianezzi entre outras, ajudaram a difundir o jogo. Na década de 90, o Clube dos 13, que reúne os 13 maiores times de futebol do Brasil, começou a cobrar fortunas pela licença dos escudos colocados pelas fábricas sobre os botões. Com isso, a produção nas indústrias baixou significativamente. Hoje em dia, a coleção da Gulliver é a mais conhecida. Em sites especializados, é possível até fazer a encomenda de times escolhendo o modelo e o material a serem usados na fabricação. Primeiras associações...
O gosto pela prática do Futebol de Botão foi crescendo. Das reuniões de amigos para brincar em volta do campo nasceram às primeiras associações. Delas, surgiram as mais diversas regras. Bola redonda, bola quadrada, bola em formato de pastilha, mesa grande, mesa pequena, mais toques, menos toques essas eram as principais diferenças entre uma e outra. As reuniões e os torneios foram crescendo com os anos, tanto que no fim da década de 60 começaram a serem disputados campeonatos nacionais. O simples jogo estava ganhando status de esporte. Porém, isso só viria a realmente acontecer em 1988, numa resolução da então CBD, Conselho Nacional de Desportos.

Atualidade...
O Futebol de Botão é conhecido e praticado em diversos países. Ganhou adeptos principalmente na América do Sul e Europa. De simples brincadeira, ganhou status de esporte. E o mais importantes, a paixão de seus praticantes.

Flávio Xavier

Fontes:
- Santos. Marcelo Coutinho, - A HISTÓRIA DO FUTEBOL DE MESA.
- www.wikipedia.org – Tema: Futebol de Botão

5 comentários:

  1. Bons tempos aqueles que que passavamos as tardes jogando futebol de botão. Cara! era de segunda a sexta, as rodadas do campeonato que terminava sempre aos sábados na maior festa com a "torcida" em trono da mesa.A gente jogava e "narrava" a partida no estilo dos famosos do rádio como fiori Giglioti e o Osmar Santos.
    tive 3 times o corinthians, o náutico de Recife, e o internacional de Porto alegre.
    Não sei se ainda existem naquele formato com o interior concavo. a gente colocava a foto do jogador e enchia com cera derretida de vela, depois lixava as bordas com caco de vidro num angulo tal que a bolinha, com chute na força certa, ia direto pro gol, defendido por duas caixas de fósforo cheias de areia e seladas com durex transparente sobre a foto do goleiro.Deitadas, ela deixavam um vão entre elas e o travessão de mais ou menos 1 centimetro. A conta certa prá passar a bolinha, Afinal gol é pra craque. ha ha ha
    Muito bom tempos, aqueles...que a gente juntava a grana com trabalhos no mercadinho ou para os vizinhos só para comprar aquele objeto de desenho que era a a caixinha com
    os botões da Gulliver.

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  2. Show de História... Valeu pela visita Kao55

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  3. Tenho quase 50 times completos. Tudo guardado!!!

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  4. eu cheguei a ter 18 times do campeonato brasileiro isso a 30 anos atras, acabei vendendo e ficando com os 3 times mais novos (guarani, ponte preta e santos) hoje to com 40 anos e deu uma vontade de começar tudo de novo só que com os profissionais, mas são tão caros, rsrs. quem sabe eu não aprenda a fabricar.

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