sábado, 15 de abril de 2017

Minhas Regras e Suas Curiosidades

Olá galera. Hoje tirei o dia para contar um pouco sobre como eu jogo Futebol de Botão. Algumas coisas básicas, mas que fazem a diferença entre o meu modo de jogar e o de vocês (que jogam sozinhos, assim como eu) e os oficiais.

Tabelas:

Todas feitas a mão. Por isso, de vez em quando aparecem tabelas com erros de português, erros de anotação, entre outros. Mas eu curto dedicar um tempo para sentar, escrever jogo por jogo.

Já fiz durante algum tempo tabela pelo excell. É muito mais prático, mas sou apaixonado pelos cadernos


Tempo de jogo:

Variou muito ao longo dos anos. Nos anos 80 ia de 10 a 8 minutos de jogo. Cheguei a jogar até 3 minutos por partida, nas épocas mais corridas da minha vida. De uns anos pra cá estabeleci 1 tempo de 5 minutos.


Traves e goleiros:

Sempre joguei com traves gullivers. Mas quando adquiri a oficial da 12 toques eu me apaixonei, Nada como estufar as redes dela. Sem contar que as traves da Gulliver as vezes a bola entrava e não tinha como saber se havia estufado as redes e saído ou batido na trave. Considero um ótimo investimento.

Quando criança jogava com as traves pequenas, e com isso, usava os pequenos goleiros da gulliver com o cabinho atrás. Fixos no gol. Também experimentei jogar com as pequenas caixinhas de fósforo. Mas tudo mudou quando ganhei as TRAVES DA BRIANEZI. Que encanto, que alegria ter aquelas traves. Foram quebradas com o passar dos anos. Foi nessa época que passei a jogar com traves grandes e goleiros grandes. Eu usava um goleiro da JOFER. Como só tinha "1" goleiro, a cada chute eu precisava posicionar o goleiro no times que estava defendendo.

Atualmente uso 2 modelos. O abaixo, oficial da regra dadinho e 12 toques, tenho usado nas decisões por pênaltis. Como são grandes e meu tempo de jogo é curto eu acabei deixando de jogar com eles, pois a média de gols por partida estava caindo após eu aposentar o goleiro da JOFER (que é pouca coisa menor que os oficiais)

Foi então que adotei esses goleiros feitos de caixinha de fósforo. São um pouco maior que a caixinha pequena. Ainda bem que os comprei vários, pois atualmente está dificil encontrar as caixinhas neste tamanho. Tenho em torno de 20 goleiros. Colei os adesivos dos grandes times do Brasil, Grandes seleções e alguns times especiais para mim. 
 Uma comparação de tamanho e altura dos dois goleiros.

Toques na Bola

Quando criança, jogávamos na regra em que só perdia a posse de bola quando errasse a bolinha ou fizesse falta ou ela saísse de campo. Joguei assim até pouco tempo atrás. Só mudei quando comecei a jogar as regras oficiais do Dadinho e do 12 toques. Foi então que ficou claro que isso motivava sair tocando apenas com 1 botão e não passar a bola para nenhum outro. Isso deixou minha regra ainda mais bacana. Até então, eu pegava a bola com um botão e ia da zaga até a área adversária sem tocar para nenhum outro botão.

Formação Inicial:

Segue abaixo a formação inicial quando eu jogo sozinho. Só arrumo assim quando começa o jogo. Quando sai gol eu só arrumo os 3 zagueiros de cada time. Quando criança eo formava com 4 na linha divisória do meio, 2 zagueiros na frente da área, os dois laterais sobre a marca do escanteio e os demais alinhados no meio. Não era muito útil, mas eu estava ainda aprendendo sobre táticas...hahhaha.
 Bolinha:


A verdade é que mesmo jogando oficialmente bolinha e dadinho, a minha paixão são as pastilhas, Deixa o jogo incrivelmente dinâmico. Outro motivo, é que quando criança foi assim que aprendemos a jogar, pois nos botões de brinquedo era a única opção de bolinha que havia. Até cheguei a jogar alguns torneios com o dadinho ou a bolinha, mas desisti. Paixão é paixão. E sou apaixonado pelas pastilhas brancas... até uso algumas verdes, mas... Abaixo segue a foto de uma pastilha que veio com botões e ao lado uma pecinha do jogo War. Fica muito bom jogar com as pedinhas do war.

Mesa:

Eu comecei jogando no chão mesmo. Nos pisos de Parquê de casa. Tanto que até hoje meus botões mais antigos tem riscos e lascas daquela época. Depois, em 1989, ganhei minha primeira mesa. Media 80 cm x 40 cm. Pequena, mas cabia nela todo um sonho de um botonista. Quando virei adulto, resolvi me presentear com uma nova. Comprei uma maior. E é nela que jogo atualmente. Até cheguei a comprar a oficial, mas não gostei de jogar com os botões de plástico nela.


 Curiosidades:

Algumas regras eu alterei ao longo desse 30 anos. Uma delas é a cobrança de escanteio. Antigamente eu não arrumava nenhum botão para a cobrança além do batedor. Foi então que resolvi tentar aproximar de um jogo real e comecei a arrumar igual a foto abaixo.

1 jogador atacante no primeiro pau;
Propositalmente, o goleiro fica mais afastado do primeiro pau;
Com isso, passou a ter gols de "cabeça" no primeiro pau. Coisa que estava deixando de ter quando eu deixei de arrumar os botões na cobrança.

Também arrumo mais dois atacantes e mais três zagueiros dentro da grande área e mais um zagueiro e um atacante para o rebote fora da grande área.

Ficou bem legal fazer isso.

A cada saída de bola pela linha de fundo ou após a marcação de um gol, os únicos botões que eu arrumo são 3 zagueiro na frente da grande área.

 Antigamente eu marcava "de cabeça" o placar do jogo. Mas algumas vezes eu "simplesmente esquecia" quanto estava o placar. Acredito que muitos times foram prejudicados com isso... hahahaha. Com a nova mesa eu passei a ter um "placar" nos moldes pré-históricos, mas que ao menos me salvam em caso de "esquecimentos"... E sim, a cada gol eu já altero o placar, para não acontecer de eu esquecer de alterá-lo.

Mais uma curiosidade do goleiro. Quando criança, eu jogava com o goleiro da JOFER. Por ele seer grande, eu fazia com que ele nunca pudesse sair de cima da risca do gol. Já com esses botões de caixinha de fósforo não tenho o mesmo problema. Mas resolvi colocar a regra deles poderem ficar no máximo a 2 dedos da linha da pequena área para fechar o ângulo.

Quando criança eu não dava pênaltis nessa situação. No caso do goleiro cair sobre o botão atacante após um chute. Mas com a intenção de dar mais realismo, passei a marcar. 
Uma regra interessante e que deixa a partida emocionante é no caso do goleiro cair após uma defesa. Na minha regra, caso a bolinha permaneça em campo após o chute, o atacante terá uma "palhetada" a dar com o goleiro ainda caído. Ou seja, um chute "com o goleiro batido". Fica bem massa. Nem sempre sai gol e algumas vezes os goleiros fazem belas defesas. Após chute o goleiro é colocado novamente em pé. 
A regra abaixo vem desde o tempo de criança. É possível fazer o "Drible da Sinuca". Usar as laterais da mesa para driblar o adversário e tocar na bola. Deixa o jogo bem dinâmico. Foge um pouco da realidade, mas e quem disse que não é essa a intenção de que joga?

E a última curiosidade sobre as minhas regras é uma que acredito que poucos usem. Quando um botão está fora das 4 linhas, ele "ganha" o direito de ser colocado em qualquer parte da mesa. Ex. Está fora das 4 linhas no campo de defesa, ele pode ser colocado fora das 4 linhas no campo de ataque, podendo até chutar diretamente a gol. Essa é outra regra que deixa a partida bem dinâmica.

Estava pensando com meus botões... essa regra não funcionaria com "botonistas profissionais", pois o que teria de gente colocando propositalmente os botões para fora das 4 linhas para obter vantagem. O engraçado é que quando jogávamos entre amigos n otempo de criança nunca tivemos esse problema.
Bom, agradeço quem leu até aqui. Estas são algumas particularidades da minha regra. Não considero nem melhor e muito menos pior que as oficiais. Mas estão adaptadas para que me divirtam quando eu pego os botões e os coloco sobre a mesa.

Fica o convite para você leitor escrever alguma particularidade da "sua regra".

Abraço!!!


11 comentários:

  1. Esse time de história nos faz viajar no tempo!!!

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    1. Agradeço o comentário!!! Abraço Walney!!!

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  2. Flávio
    Legal Torneios, Regras. Quando criança sempre fiz meus Campeonatos no Caderno Aprendi a Jogar em 1992 e em 1993 comprei meu Campo de Futebol de Botao em Poços de Caldas/MG da Marca Brinquedos Bandeirantes joguei por anos nele de Canetinha Verde escrevi na Borda dele Parque Antarctica falava que ele era o Estádio do Palmeiras. Mas foi no chão que Aprendi a jogar e gosto mais o chão limpinho para rolar partidas emocionantes.

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    1. Valeu pelo comentário Fernando. Eu confesso que quando ganhei a mesa eu achei dificil jogar nela. Quando eu jogava no chão eu fazia campos gigantescos... E de uma hora para outra tive que jogar numa mesa de 80cm x 40cm... Mas quando acostumei, nunca mais joguei no chão. Abraço!!!

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  3. Várias regras são parecidas com as que eu usava na infância e algumas que uso até hoje. Por exemplo esta do botão que saiu de campo poder ser recolocado em qualquer lugar e a mesma coisa valia para botão que caísse virado (mas isso somente na infância, agora não uso mais). A do goleiro caído tb usava, mas um pouco diferente: quando o goleiro caía sobre um botão, não era pênalti, mas sim acontecia o que você descreveu que acontece quando o goleiro fica caído (sem estar sobre outro botão)... o time adversário tem direito a chutar com o goleiro caído. Hoje esta regra eu manteria, mas não acontece na prática pois estou usando goleiros pesados de acrílico que não caem nem com a pancada intencional mais forte de um dodô...

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    1. Agradeço o comentário Michaelson. Como eu escrevi, algumas regras fui alterando ao longo dos anos. Numa época também usava goleiros assim, e com isso essa regra ficou por um tempo em desuso. Mas voltei a usar quando voltei a jogar com goleiros de caixinha de fósforo. Abraço!!!!

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  4. Bem, meu testo sera um pouco grande... Sou de Bacabal MA, aqui hj nós temos uma liga de 8 jogadores, já tivemos 12, mas nem todo mundo ama o botonismo igual, nossas regras são até certo ponto, básicas, o tempo de jogo é dez minutos e um ultimo chute a gol, o limite de toques por botão e por time não tem, mas nunca passa de dez toques, só se chuta do campo de ataque, exceto faltas, o goleiro se movimenta por toda a grande área, qdo a posse de bola é do time A, e a bola toca no botão do time B, esse time B ja fica com a bola, a gente não toca na bola com a mão nem com a palheta, e a reposição de bola é como no tiro de meta msm, só ai é q colocamos a bola na palheta pra q seja colocada na posição de tiro de meta ou lateral ou tiro de canto, nossa liga tem jogador de 6 a 36 anos, em geral os campeonatos são ida e volta, temos dois campos da Klopf, e as copas são mata mata ou grupos de 4 times... anotamos tudo num caderno, o tempo é cronometrado... acho que é isso...

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    1. Bacana. Eu também jogo numa mesa da Klopf, mas naquelas bem simples. Valeu pelo comentário. Abraço!!!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. huahuahuhau Também faço o "drible-sinuca", achava que só eu usava dessa manha do gato. Uma regra que uso mas penso em aposentar é a obrigatoriedade de o atacante chutar a gol só depois de ao menos um companheiro ter tocado na pastilha antes. Acho que isso está tirando o dinamismo do jogo. Outra estranheza da minha regra, é permitir até que botões de categorias distintas se enfrentem. P.ex., o Campeonato Brasileiro terá 15 times de vidrilha, mais 1 gulliver cristal coberto e 2 Canindé. Não sei se isso é comum, mas tenho uma quantidade pequena de vidrilhas. Mas é isso e parabéns, Flávio, pela antiga e rica história botoneira. :)

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