“Apita o árbitro. A bola está rolando no gramado”. No caso, na mesa de Futebol de Botão. Sempre adorei narrar os jogos. Gostava tanto quanto de jogar. Quando narrava, sentia um pouco de vergonha se alguém chegasse perto. Nessas horas, eu narrava mais baixo ou simplesmente parava. Mas bastava a pessoa se afastar que eu voltava a imitar meus grandes ídolos: Galvão Bueno, Lombardi Jr e, o melhor deles, Edgard Felipe. Ficava arrepiado ao ouvir os jogos narrados por ele. “Passou, passou, passou na rede é gol.... gooooolllllll”. Era assim que ele a plenos pulmões narrava os gols em suas transmissões na antiga B2, a Rádio Clube Paranaense. Naquela época, ao iniciar os jogos dos meus campeonatos, eu iniciava anunciando quem seria o narrador daquela partida. De tanto ouvir as transmissões no rádio, conhecia todos os jargões dos narradores e os imitava fielmente. Quando chegava a “minha vez” de narrar, utilizava meus próprios jargões. E é claro, tinha uma vinheta própria. A do Edgard Felipe era o anuncio do nome dele seguido pela mensagem pessoal, que dizia: “Mais vida e ritmo ao futebol brasileiro”. Porém, não lembro mais como era a minha. Quando narrava, aproveitava que em alguns times havia o nome de cada jogador escrito no escudo. Em alguns times, porém não havia esse recurso. Quando isso acontecia, eu apenas dizia: “Lateral para o Cruzeiro”, “Tiro de meta para o Colorado”, “Escanteio para o Atlético Mineiro”. O mais engraçado era que além de dar as informações do jogo eu ainda falava sobre resultados anteriores, próximos jogos, classificação. E se alguma informação fosse dada errada, eu pedia desculpas no “ar”, para todos os “ouvintes”. Questão de humildade. E é fato, gritava mais alto nos gols do Internacional e do Paraná, meus times do coração. Sempre, disseram que eu tinha uma voz bonita, de um verdadeiro locutor. Diziam que um dia eu poderia me tornar um locutor esportivo. Mas eu queria apenas era brincar, me divertir, assim como faço até hoje.domingo, 9 de agosto de 2026
Narrando os jogos
“Apita o árbitro. A bola está rolando no gramado”. No caso, na mesa de Futebol de Botão. Sempre adorei narrar os jogos. Gostava tanto quanto de jogar. Quando narrava, sentia um pouco de vergonha se alguém chegasse perto. Nessas horas, eu narrava mais baixo ou simplesmente parava. Mas bastava a pessoa se afastar que eu voltava a imitar meus grandes ídolos: Galvão Bueno, Lombardi Jr e, o melhor deles, Edgard Felipe. Ficava arrepiado ao ouvir os jogos narrados por ele. “Passou, passou, passou na rede é gol.... gooooolllllll”. Era assim que ele a plenos pulmões narrava os gols em suas transmissões na antiga B2, a Rádio Clube Paranaense. Naquela época, ao iniciar os jogos dos meus campeonatos, eu iniciava anunciando quem seria o narrador daquela partida. De tanto ouvir as transmissões no rádio, conhecia todos os jargões dos narradores e os imitava fielmente. Quando chegava a “minha vez” de narrar, utilizava meus próprios jargões. E é claro, tinha uma vinheta própria. A do Edgard Felipe era o anuncio do nome dele seguido pela mensagem pessoal, que dizia: “Mais vida e ritmo ao futebol brasileiro”. Porém, não lembro mais como era a minha. Quando narrava, aproveitava que em alguns times havia o nome de cada jogador escrito no escudo. Em alguns times, porém não havia esse recurso. Quando isso acontecia, eu apenas dizia: “Lateral para o Cruzeiro”, “Tiro de meta para o Colorado”, “Escanteio para o Atlético Mineiro”. O mais engraçado era que além de dar as informações do jogo eu ainda falava sobre resultados anteriores, próximos jogos, classificação. E se alguma informação fosse dada errada, eu pedia desculpas no “ar”, para todos os “ouvintes”. Questão de humildade. E é fato, gritava mais alto nos gols do Internacional e do Paraná, meus times do coração. Sempre, disseram que eu tinha uma voz bonita, de um verdadeiro locutor. Diziam que um dia eu poderia me tornar um locutor esportivo. Mas eu queria apenas era brincar, me divertir, assim como faço até hoje.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário