Recordar é viver. Frase batida, mas que traduz, e bem, a realidade. Quantas vezes nós paramos para analisar tudo o que já foi feito e de repente surge um sorriso no rosto. Foi com esse sorriso no rosto que surgiu a idéia de criar esta sessão, chamada ESCUDINHOS DA PLACAR. Revista Placar que fez parte da minha juventude e a do meu pai. Quando eu era criança, lembro de um baú em que meu pai guardava seus “tesouros”. Coisas que para os outros seriam apenas quinquilharias, para meu pai eram tesouros que lhe traziam boas recordações. Chaveiros, adesivos, livros, gibis e revistas da Placar. Lembro quando meu pai foi aos poucos me dando os chaveiros, os adesivos, os gibis, menos as revistas. Ele dizia: “Essas só te darei quando você ficar mais velho”. Antes de receber as revistas do meu pai eu via as dos meus amigos, tão fanáticos por futebol quanto eu. Lembro quando comprei minha primeira revista, eu tinha 10 anos, havia juntado “muito” dinheiro para comprá-la, mais do já havia juntado até então. Foi então que meu pai achou que eu já era ajuizado o suficiente para cuidar do patrimônio dele. Fiquei vários anos sem comprar, ficava apenas lendo o arquivo criado e guardado com carinho por ele. O acervo ia de 1975 a 1980. Zico, Roberto Dinamite, Falcão, o timaço do Internacional, do Flamengo, a conquista do Corinthians em 1977, até o Goytacaz e o Colorado recebiam atenção naquela época. Voltei a comprar as revistas em 1991. Comprava quando tinha dinheiro, mas nunca deixava de comprar o guia do brasileirão e as edições dos campeões. Com o tempo fui deixando de comprá-la. A tecnologia ajudou nessa minha decisão, afinal, existem dezenas de bons sites sobre futebol. Ainda guardo as coleções do meu pai e a minha com o mesmo cuidado de quando era criança. Às vezes passo na banca para ver a capa, ver as reportagens. Às vezes compro a edição dos campeões, mas apenas se o Paraná ou o Internacional, meus times do coração, estiverem estampados na capa. Como disse no começo, “recordar é viver”. Ainda pego as revistas antigas e dou umas folheadas. De vez em quando uma reportagem me atrai e a leio inteira. Outras vezes leio as manchetes ou apenas vejo as fotos. Quando faço isso me recordo do “tesouro” guardado com cadeado pelo meu pai, tesouro passado de pai para filho e guardado com carinho até hoje. Daí percebo que o conteúdo de um baú pode não ser composto de esmeraldas, jóias, rubis e moedas de ouro, como via nos filmes de piratas, mas ser tão importante, mágico e rico como tal, se nele estiver guardado o que nós gostamos. domingo, 9 de agosto de 2026
Recordar é viver
Recordar é viver. Frase batida, mas que traduz, e bem, a realidade. Quantas vezes nós paramos para analisar tudo o que já foi feito e de repente surge um sorriso no rosto. Foi com esse sorriso no rosto que surgiu a idéia de criar esta sessão, chamada ESCUDINHOS DA PLACAR. Revista Placar que fez parte da minha juventude e a do meu pai. Quando eu era criança, lembro de um baú em que meu pai guardava seus “tesouros”. Coisas que para os outros seriam apenas quinquilharias, para meu pai eram tesouros que lhe traziam boas recordações. Chaveiros, adesivos, livros, gibis e revistas da Placar. Lembro quando meu pai foi aos poucos me dando os chaveiros, os adesivos, os gibis, menos as revistas. Ele dizia: “Essas só te darei quando você ficar mais velho”. Antes de receber as revistas do meu pai eu via as dos meus amigos, tão fanáticos por futebol quanto eu. Lembro quando comprei minha primeira revista, eu tinha 10 anos, havia juntado “muito” dinheiro para comprá-la, mais do já havia juntado até então. Foi então que meu pai achou que eu já era ajuizado o suficiente para cuidar do patrimônio dele. Fiquei vários anos sem comprar, ficava apenas lendo o arquivo criado e guardado com carinho por ele. O acervo ia de 1975 a 1980. Zico, Roberto Dinamite, Falcão, o timaço do Internacional, do Flamengo, a conquista do Corinthians em 1977, até o Goytacaz e o Colorado recebiam atenção naquela época. Voltei a comprar as revistas em 1991. Comprava quando tinha dinheiro, mas nunca deixava de comprar o guia do brasileirão e as edições dos campeões. Com o tempo fui deixando de comprá-la. A tecnologia ajudou nessa minha decisão, afinal, existem dezenas de bons sites sobre futebol. Ainda guardo as coleções do meu pai e a minha com o mesmo cuidado de quando era criança. Às vezes passo na banca para ver a capa, ver as reportagens. Às vezes compro a edição dos campeões, mas apenas se o Paraná ou o Internacional, meus times do coração, estiverem estampados na capa. Como disse no começo, “recordar é viver”. Ainda pego as revistas antigas e dou umas folheadas. De vez em quando uma reportagem me atrai e a leio inteira. Outras vezes leio as manchetes ou apenas vejo as fotos. Quando faço isso me recordo do “tesouro” guardado com cadeado pelo meu pai, tesouro passado de pai para filho e guardado com carinho até hoje. Daí percebo que o conteúdo de um baú pode não ser composto de esmeraldas, jóias, rubis e moedas de ouro, como via nos filmes de piratas, mas ser tão importante, mágico e rico como tal, se nele estiver guardado o que nós gostamos. Paixão antiga
Lembro quando comecei minha coleção de futebol de botão. Juntava minha turma em volta de uma mesa qualquer ou mesmo o chão e passávamos as tardes jogando. O futebol de botão havia se tornado uma febre entre nós. Cada um tinha sua coleção e organizava seus próprios torneios. Um dia combinamos de cada um trazer sua coleção para que pudéssemos jogar. Ter um time que os colegas não tivessem era como se fosse uma demonstração de poder. Naquela época, e mesmo hoje, era muito mais fácil encontrar os grandes times do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ter o Santa Cruz, o Sport, ou mesmo o Coritiba era uma coisa e tanto. Neste dia, um dos meus amigos veio com um largo sorriso no rosto, e nas mãos o time do Guarani de Campinas. O Botão era branco, de uma marca barata, assim como eram o de todos nós, e o escudo, que fiquei sabendo depois, era da revista Placar, colado com durex. Podia até estar mal colado e feito de qualquer jeito, mas ele era o único a ter o time do Guarani. Gostei daquilo e perguntei onde ele havia arranjado, ele me explicou, e tempos depois, quando a febre deles já havia passado, eles começaram a doar todos os escudinhos que vinham nas revistas para mim. Foi aí que a minha coleção cresceu, e muito. Lembro que o primeiro encarte que eles me dram foi do time do Goiás. Depois ganhei o Sport de Campo Mourão, Arapongas, Taguatinga, Times Italianos e tantos outros que nunca conseguiria encontrar nas lojas. Até as preciosas revistas do meu pai eu cortei para formar o time do Carlos Renaux, de Santa Catarina. Há poucos anos atrás me vi numa loja de sebo procurando pelos escudinhos da placar. E o mais legal e importante: ficando feliz como nos tempos de criança, em que ia direto para a ultima página da revista para ver quais eram os escudos da semana.Pequenos inconvenientes
Ter os escudinhos da Placar colado nos botões era muito legal, mas tinha seus pesares. Minha habilidade e paciência quando criança em lidar com uma tesoura era pequena. Várias foram às vezes que a linha pontilhada ia embora junto com os retalhos do papel. Outro inconveniente era que com o passar do tempo, a cola se desgrudava do botão e o escudinho caia. Isso também acontecia às vezes quando eu ia juntar os botões para tirar da mesa. Quando tentava colá-los novamente a fixação já não era tão boa quanto na primeira vez. Acontecia também de o papel amarelar e com os anos e transformar o branco num tom mais bege. Tirando esses pequenos inconvenientes, tudo o mais era festa.A grande magia nos pequenos times – ESCUDINHOS DA PLACAR
A magia dos Escudinhos residia no fato de se encontrar não apenas os escudos dos grandes times ou seleções, mas também em montar times pequenos do Brasil e do mundo. Os escudos permitiam que tivéssemos em nossas coleções times que dificilmente encontraríamos nas lojas. Foi com os Escudinhos da Placar que em 1989 eu disputei meu primeiro Campeonato Italiano. Anos mais tarde montei até um Campeonato Japonês. E quando comprei meu primeiro computador passei a montar meus próprios times no Word, feitos apenas de um círculo preto e do escudo do time centralizado, nem mesmo numeração havia. Simples e básico como é o jogo de futebol de botão.Início de uma paixão

Tempo de jogo / Tempo para jogar
A duração de cada partida dos meus campeonatos de futebol de botão foi variando com os anos. Quando comecei minha coleção, e ainda tinha poucos times, cada partida durava 15 minutos. Eu era criança e as minhas obrigações na época eram estudar e ajudar na limpeza da casa. Eu tinha tempo de sobra pra brincar. Minha coleção foi crescendo cada vez mais, e com isso o número de jogos. Percebi que precisava diminuir o tempo de duração de cada partida. Ainda mais que naquela época eu adorava ir o quanto antes para as fases decisivas dos torneios. Com o passar dos anos, troquei os 15 minutos pelos 10 minutos. Ou seja, eu poderia jogar mais partidas, quase seis partidas ao invés de no máximo quatro por hora. Lembro quando estudava no período da tarde. Eu chegava em casa, guardava a mochila, trocava de roupa, tomava um café bem rápido e ia jogar. Jogava durante horas. Tempos depois as partidas foram reduzidas para 8 minutos. O problema era que isso me fazia ter que calcular quando o jogo acabaria. Isso ajudou na idéia de reduzir o tempo para 5 minutos, tempo utilizado até hoje. Em algumas épocas, geralmente quando estava muito atarefado no trabalho ou na faculdade, chegava a fazer partidas com duração de 3 minutos. Tudo para que os campeonatos não atrasassem. Em compensação, em partidas finais chegava a dobrar o tempo, fazendo inclusive dois tempos. Atualmente, tenho pouco tempo livre para jogar. Mas quando sobra um tempinho pego minha velha e já desbotada mesa, minha palheta preferida, meus times, minha tabela escrita a mão e brinco como nos tempos de criança.A história do Futebol e Botão
Também conhecido como Futebol de Mesa, nada mais é que um jogo simulado de Futebol praticado com botões que representam os jogadores e os clubes de verdade. Nasceu como uma brincadeira, um passatempo, e hoje, até esporte é.
No início...
No início, eram apenas botões retirados de paletós, cuecas, blusas. Com o tempo, tampas de relógios ou qualquer outro material que pudesse deslizar. Os goleiros eram pequenas caixas de fósforo recheadas de qualquer material que não os deixassem tombar facilmente.O campo nada mais era que um espaço no chão, uma mesa com linhas demarcadas ou mesmo a mesa da cozinha. A bolinha podia ser um pequeno rolinho de lã, uma pastilha de remédio, ou um pequeno cubo. A palheta, qualquer objeto que pudesse fazer os botões deslizarem. A trave, qualquer material que estivesse por perto. E com isso, tudo estava pronto para o espetáculo.
Dia do Botonista...
Em 1930, um carioca, chamado Geraldo Celso Décourt, publicou o primeiro livro de regras. Anos mais tarde, ele seria homenageado. A data de seu nascimento, 14 de fevereiro, ficou oficializada, em 2001, como o “Dia do Botonista”.
Primeiras associações...O gosto pela prática do Futebol de Botão foi crescendo. Das reuniões de amigos para brincar em volta do campo nasceram às primeiras associações. Delas, surgiram as mais diversas regras. Bola redonda, bola quadrada, bola em formato de pastilha, mesa grande, mesa pequena, mais toques, menos toques essas eram as principais diferenças entre uma e outra. As reuniões e os torneios foram crescendo com os anos, tanto que no fim da década de 60 começaram a serem disputados campeonatos nacionais. O simples jogo estava ganhando status de esporte. Porém, isso só viria a realmente acontecer em 1988, numa resolução da então CBD, Conselho Nacional de Desportos.
Atualidade...
O Futebol de Botão é conhecido e praticado em diversos países. Ganhou adeptos principalmente na América do Sul e Europa. De simples brincadeira, ganhou status de esporte. E o mais importantes, a paixão de seus praticantes.
Flávio Xavier
Fontes:
- Santos. Marcelo Coutinho, - A HISTÓRIA DO FUTEBOL DE MESA.
- www.wikipedia.org – Tema: Futebol de Botão
Narrando os jogos
“Apita o árbitro. A bola está rolando no gramado”. No caso, na mesa de Futebol de Botão. Sempre adorei narrar os jogos. Gostava tanto quanto de jogar. Quando narrava, sentia um pouco de vergonha se alguém chegasse perto. Nessas horas, eu narrava mais baixo ou simplesmente parava. Mas bastava a pessoa se afastar que eu voltava a imitar meus grandes ídolos: Galvão Bueno, Lombardi Jr e, o melhor deles, Edgard Felipe. Ficava arrepiado ao ouvir os jogos narrados por ele. “Passou, passou, passou na rede é gol.... gooooolllllll”. Era assim que ele a plenos pulmões narrava os gols em suas transmissões na antiga B2, a Rádio Clube Paranaense. Naquela época, ao iniciar os jogos dos meus campeonatos, eu iniciava anunciando quem seria o narrador daquela partida. De tanto ouvir as transmissões no rádio, conhecia todos os jargões dos narradores e os imitava fielmente. Quando chegava a “minha vez” de narrar, utilizava meus próprios jargões. E é claro, tinha uma vinheta própria. A do Edgard Felipe era o anuncio do nome dele seguido pela mensagem pessoal, que dizia: “Mais vida e ritmo ao futebol brasileiro”. Porém, não lembro mais como era a minha. Quando narrava, aproveitava que em alguns times havia o nome de cada jogador escrito no escudo. Em alguns times, porém não havia esse recurso. Quando isso acontecia, eu apenas dizia: “Lateral para o Cruzeiro”, “Tiro de meta para o Colorado”, “Escanteio para o Atlético Mineiro”. O mais engraçado era que além de dar as informações do jogo eu ainda falava sobre resultados anteriores, próximos jogos, classificação. E se alguma informação fosse dada errada, eu pedia desculpas no “ar”, para todos os “ouvintes”. Questão de humildade. E é fato, gritava mais alto nos gols do Internacional e do Paraná, meus times do coração. Sempre, disseram que eu tinha uma voz bonita, de um verdadeiro locutor. Diziam que um dia eu poderia me tornar um locutor esportivo. Mas eu queria apenas era brincar, me divertir, assim como faço até hoje.Futebol de Botão e/ou Video Game
Vivi minha infância nos anos 80. Curti o Odyssey que meu pai havia comprado para nós, e adorava ir na casa do meu primo e do meu amigo jogar Atari. Quando se é criança a única coisa que interessa é se você está se divertindo ou não. Se a brincadeira está legal ela pode se estender por horas e horas e nem vemos o tempo passar. Se a brincadeira estivesse chata, bastava parar e começar outra.
Volta e meia, os videogames ganha espaço em noticiários. Seja devido ao fato de estar associado ao aumento do sedentarismo e à obesidade entre os jovens, seja pela associação de jogos violentos à comportamentos agressivos dos adolescentes, ou , quem diria, aos beneficios que ele pode trazer.
Assim como o Futebol de Botão, o Video Game pode trazer muitos beneficios aos praticantes, tais como: aumento da coordenação motora, melhora da habilidade motora fina, melhora do raciocínio rápido, ajuda na concentração, ajuda na socialização, além de ser uma forma deliciosa de lazer.Nesse ultimo quesito, ambos são muito bons. Basta agora resgatar essa simplicidade do Futebol de Botão e apresentá-las às novas gerações que ainda não o conhecem.
Batismo de Botões
Asas à imaginação
Apesar de ter se tornado um esporte, o Futebol de Botão ainda preserva sua característica fundamental: a brincadeira. Quem brinca sonha. Ao brincar se fantasia. Qual criança ou adulto ao colocar seus times na mesa, ou mesmo no chão, não imaginava que a disputa estava ocorrendo num Beira-Rio, num Maracanã, num Morumbi ou num Mineirão lotado? Assim são as crianças, e assim são os adultos com o espírito de criança. Quantos craques que na vida real já penduraram as chuteiras ainda deslizam sobre as mesas do Brasil e do Mundo? Quantos Zicos, Platinis, Pelés, Maradonas e Beckenbauers ainda fazer as festas das suas “torcidas”, agora pelas mãos dos botonistas? Quantos times impossíveis já não foram criados? Quantos craques de gerações diferentes já não foram colocados lado a lado? Quantas goleadas os torcedores do íbis já não impuseram sobre os rivais pernambucanos? Fui uma dessas crianças que fantasiou um Gre-nal num Beira-Rio lotado, que narrou jogos como um verdadeiro locutor esportivo, que imaginava que as partidas estavam sendo transmitidas para todo o Brasil, que transformou craques de verdade em peças de botão e que nunca os aposentou. Fui um que fantasiei e aproveitei, e ainda aproveito, toda esse mundo mágico que o Futebol de Botão nos proporciona. Afinal, com uma palheta na mão, nós botonistas, ganhamos o poder de dar asas à nossa imaginação e o poder de fazer tudo o que queremos.História do Blog
Minha paixão pelo futebol de botão vem de longa data. Desde meus sete anos coleciono este maravilhoso jogo. Sempre tive vontade de ter o maior número possível de times, dos maiores e mais gloriosos ao menores e mais desconhecidos. Porém, quando criança, só existiam duas maneiras de aumentar a coleção: procurando de loja em loja ou com a ajuda dos escudinhos da Revista Placar. Uma época até cheguei a desenhar os times do Londrina, do Goiás e do Goiânia, pois eram fáceis de desenhar seus escudos. Mas o resultado final não me agradou e acabei por não os utilizar. A guinada na minha coleção veio quando comprei meu primeiro computador. Foi com o computador e a Internet que montei meus primeiros times. Tudo bem que não passavam de um circulo com o símbolo do time no centro feitos no Word, algo simples, mas que me fez viver sonhos antigos. Pude recolocar na mesa times que havia tido e já não faziam mais parte da minha coleção; pude também montar campeonatos que sempre desejei e que pensava que nunca seria capaz de vivê-los. Anos se passaram e um dia resolvi pesquisar imagens sobre futebol de botão no google. Fiquei surpreso ao encontrar um material pequeno, porém, de ótima qualidade. O primeiro site que vi foi o Futebol na Rede, site dedicado ao futebol do sul do Brasil. Tenho até hoje os times salvos em cd. Só não os montei, pois não se encaixavam no estilo dos botões da gulliver, que são maioria na minha coleção. Anos depois, voltei a fazer a mesma pesquisa e eis que encontrei dois maravilhosos espaços dedicados ao futebol de botão: o blog Escudinhos, do Marcos (http://www.escudinhos.blogspot.com/) e o site Joga Bonito (http://www.jogabonito.kit.net/). Foi com eles que dei uma atualizada nos meus times e também aumentei minha coleção. Troquei meus times simples que havia criado pelas obras de arte do blog Escudinhos e pelos escudos feitos sob medida para botões da Gulliver feitos pelo Site Joga Bonito. Mas ainda assim não me dei por satisfeito, pois ainda faltavam alguns times. Foi então que tive a idéia de começar a produzi-los usando o Power Point e o Paint. Fui testando vários formatos até chegar na versão final de cada times. No início, fazia-os sem numeração, afinal, o que mais valia para mim era produzi-los e botá-los para jogar. Os primeiros times desta nova versão foram os italianos: Ascoli, Cesena e Verona, times que eu havia tido quando criança e que os queria novamente na coleção. Tempos depois tive a idéia de produzir times alemães para montar um campeonato para os dois times daquele país que eu já tinha. Foi então que nasceu a idéia de iniciar este blog. Produzir os times era tão agradável e eu gostava tanto de pesquisar times nos blogs que resolvi arriscar e criar o meu próprio e divulgar meus times. Escolhi o nome, o template, fiz a divulgação através de outros blogs e assim fui criando e conhecendo uma rede de pessoas apaixonadas, assim como eu, pelo futebol de botão. De conselho em conselho, fui aos poucos aperfeiçoando a arte. De visita em visita e a cada pedido feito, fui me motivando cada vez mais a criar e apresentar MEUS TIMES DE BOTÃO. Agradeço a todos que acompanham meu blog e ajudam a fazer disso uma diversão que adoro. Obrigado pelas mais de 26 mil visitas. Abraço a todos.Dia das crianças de 1989 - A história do meu campo de botão
Lembro como se fosse hoje: a campainha tocou e quando fui abrir o portão para meu pai entrar ,percebi que dentro do embrulho que ele trazia embaixo do braço havia uma mesa de futebol de botão. Cheguei a perguntar o que era aquilo, mas pude ter certeza ao ver a ponta de baixo mal coberta pelo embrulho. Era dia das crianças de 1989 e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Já jogava futebol de botão havia dois anos, sempre no chão do quarto ou da sala. Lembro que meus pais diziam que um dia me presenteariam com um campo para que não precisa-se mais jogar no chão. Naquele dia, ganhei ainda dois times: o Guarani e a Inter de Limeira, que tiveram a honra de estreiar a mesa. Joguei sozinho aquele dia, como faço até hoje, por horas e horas. Admito que estranhei no começo, pois estava acostumado a jogar no chão e a fazer campos gigantescos e agora estava jogando numa mesa de 90 cm x 40 cm. Porém, fui aos poucos me acostumando e a mesa virou minha grande companheira. De tanto jogar, com o passar do tempo a cor verde foi desaparecendo junto com as linhas demarcatórias. Hoje, 80% da mesa é descolorida e as linhas antes brancas agora são de tempo em tempo remarcadas com canetinha preta. Nem sempre fui cuidadoso com ela, já joguei partidas no sol quente, na garoa fina, já foi levada para a praia no bagageiro do carro e no retorno pegou uma hora de chuva forte, mas ela sempre ali, firme. Já passei cera e lustra móveis para que os botões deslizassem melhor. Já escrevi nas laterais, já colei propagandas e por fim lixei tudo e deixei como era antes. Hoje ela é torta, mas com muita história para contar. Afinal, ela está há 20 anos comigo.Minhas regras
· O jogador pode movimentar seus botões enquanto acertar a bolinha. Deixa de ter a posse de bola quando o botão não tocar na bola ou ao cometer uma falta.
· A falta acontece quando o botão toca primeiro no botão adversário sem antes ter tocado na bola.
· O cartão amarelo não existe. Já o vermelho é dado ao botão que ao fizer a falta fazer o botão adversário tombar (virar de cabeça para baixo).
· É permitido fazer tabelas com as laterais do campo, assim como no jogo de sinuca.
· O goleiro estilo gulliver pode ser movimentado durante o chute do adversário. Já o goleiro estilo caixa de fósforo apenas posicionado dentro da pequena área.
· Pode-se chutar de qualquer parte do campo.
· É considerado toque de mão quando o botão sobe sobre a bolinha.
· O botão que durante a partida estiver fora das quatro linhas de campo pode ser deslocado para qualquer parte do campo (era uma regra especial e que dava uma baita vantagem para quem tivesse o jogador posicionado fora de campo) podendo atuar diretamente na jogada.
· O goleiro pode movimentar a bola somente se esta estiver dentro da pequena área, podendo inclusive tentar marcar gols. No caso dos goleiros estilo gulliver, o jogador pode retirar a trave para movimentar livremente o goleiro.
· As demais regras como saída de bola, reposição, etc... são as mesmas do futebol de campo.
Já utilizei bolinhas redondas, mas minha paixão mesmo é jogar com as bolinhas pastilhas. Alheio a discussão sobre qual é a melhor regra, gosto mesmo é de botar os times em campo e curtir essa minha paixão maravilhosa pelo futebol de botão.
Abraço, amigos!!!
Meu campo de Botão
As três primeiras fotos mostram minha nova mesa e as duas ultimas são da minha fiel companheira.
Revista Placar - Edição Histórica
O que Sócrates, Osmar Prado, Mauricio de Souza, Juninho Bill, Joelmir Beting, Tony Ramos, Rita Lee, Antônio Fagundes, Chico Buarque, Luciano do Vale, Gianfrancesco Guarnieri, Toquinho, Fernando Sabino tem em comum? A paixão pelo futebol de botão. Na edição de janeiro de 1987 a Revista Placar dedicou sete páginas para tratar do assunto. Nela, conta como era a paixão de cada um da lista acima e ainda trás fatos históricos, como a determinação dos botonistas para que o Futebol de Botão fosse elevado ao nivel de esporte, e curiosos, como a variação dos preços de um time fabricado pela brianezzi, que era vendido por 140 cruzados, e os da gulliver, com valores que iam de 10 a 40 cruzados. Quem quiser conferir a matéria na integra, basta acessar o blog: http://leofutebolmemoria.blogspot.com/2010/02/placar-1987-futebol-de-botao.html e conferir todas essas histórias. Abraços!!!
Fim do Bolão Gulliver?


O pior de tudo é que ao pesquisar em outros blogs de Futebol de Botão verifiquei uma suposta informação de que a empresa deixará de produzir o famoso bolão, o botão mais simples e barato da empresa. Passando a fabricar apenas o botão conhecido como cristal. Como colecionador fico entristecido, pois além de ter preço atrativo o bolão ainda possui boa jogabilidade, além é claro de ser a minha verdadeira paixão. Lembro que quando iniciei minha coleção dizia para mim mesmo que um dia teria todos os times da coleção da Gulliver.
Resta agora saber se a infomação é veridica ou não. Porém é fato que atualmente é muito dificil encontrar nas lojas o "bolão". Pelas informações que obtive, as ultimas unidades ainda em venda são parte do ultimo estoque produzido.
Verdade ou não. Farei o possivel para encontrar essas caixas antes que elas sumam das prateleiras.
Abraços!!!
Novo Botão da Gulliver
Post Especial
Túnel do Tempo: Placar Edição dos Campeões 2002
Olá Amigos. Já estava com saudade de dedicar um tempinho para fazer uma postagem no blog. Então, aqui estou. Hoje venho aqui postar uma capa da Revista Placar de 2002, Edição dos Campeões daquele ano, que estampa uma maravilhosa foto usando botões. Eu nem lembrava que tinha esta revista, mas numa limpeza que fiz no ínicio do ano achei essa belezura e só agora tive tempo para postar. Abraços!!!