Lembro como se fosse hoje: a campainha tocou e quando fui abrir o portão para meu pai entrar ,percebi que dentro do embrulho que ele trazia embaixo do braço havia uma mesa de futebol de botão. Cheguei a perguntar o que era aquilo, mas pude ter certeza ao ver a ponta de baixo mal coberta pelo embrulho. Era dia das crianças de 1989 e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Já jogava futebol de botão havia dois anos, sempre no chão do quarto ou da sala. Lembro que meus pais diziam que um dia me presenteariam com um campo para que não precisa-se mais jogar no chão. Naquele dia, ganhei ainda dois times: o Guarani e a Inter de Limeira, que tiveram a honra de estreiar a mesa. Joguei sozinho aquele dia, como faço até hoje, por horas e horas. Admito que estranhei no começo, pois estava acostumado a jogar no chão e a fazer campos gigantescos e agora estava jogando numa mesa de 90 cm x 40 cm. Porém, fui aos poucos me acostumando e a mesa virou minha grande companheira. De tanto jogar, com o passar do tempo a cor verde foi desaparecendo junto com as linhas demarcatórias. Hoje, 80% da mesa é descolorida e as linhas antes brancas agora são de tempo em tempo remarcadas com canetinha preta. Nem sempre fui cuidadoso com ela, já joguei partidas no sol quente, na garoa fina, já foi levada para a praia no bagageiro do carro e no retorno pegou uma hora de chuva forte, mas ela sempre ali, firme. Já passei cera e lustra móveis para que os botões deslizassem melhor. Já escrevi nas laterais, já colei propagandas e por fim lixei tudo e deixei como era antes. Hoje ela é torta, mas com muita história para contar. Afinal, ela está há 20 anos comigo.domingo, 9 de agosto de 2026
Dia das crianças de 1989 - A história do meu campo de botão
Lembro como se fosse hoje: a campainha tocou e quando fui abrir o portão para meu pai entrar ,percebi que dentro do embrulho que ele trazia embaixo do braço havia uma mesa de futebol de botão. Cheguei a perguntar o que era aquilo, mas pude ter certeza ao ver a ponta de baixo mal coberta pelo embrulho. Era dia das crianças de 1989 e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Já jogava futebol de botão havia dois anos, sempre no chão do quarto ou da sala. Lembro que meus pais diziam que um dia me presenteariam com um campo para que não precisa-se mais jogar no chão. Naquele dia, ganhei ainda dois times: o Guarani e a Inter de Limeira, que tiveram a honra de estreiar a mesa. Joguei sozinho aquele dia, como faço até hoje, por horas e horas. Admito que estranhei no começo, pois estava acostumado a jogar no chão e a fazer campos gigantescos e agora estava jogando numa mesa de 90 cm x 40 cm. Porém, fui aos poucos me acostumando e a mesa virou minha grande companheira. De tanto jogar, com o passar do tempo a cor verde foi desaparecendo junto com as linhas demarcatórias. Hoje, 80% da mesa é descolorida e as linhas antes brancas agora são de tempo em tempo remarcadas com canetinha preta. Nem sempre fui cuidadoso com ela, já joguei partidas no sol quente, na garoa fina, já foi levada para a praia no bagageiro do carro e no retorno pegou uma hora de chuva forte, mas ela sempre ali, firme. Já passei cera e lustra móveis para que os botões deslizassem melhor. Já escrevi nas laterais, já colei propagandas e por fim lixei tudo e deixei como era antes. Hoje ela é torta, mas com muita história para contar. Afinal, ela está há 20 anos comigo.
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Grande história Flávio!
ResponderExcluirValeu!
Por essas e outras você é um Campeão!
ResponderExcluirAbraços,
Armando
Olá Flávio, você resumiu nessa bela história de vida, o que é a paixão pelo futebol de botão! Quando eu era criança, meu pai fez um campo com o fundo de madeira de um bolo de aniversário, achei demais aquilo! Só depois ganhei um campo (verde) hehe, infelizmente em 1990 perdi o campo e centenas de times num incêndio que graças a Deus não teve mais nada de grave!! Flávio, muito legal vc apresentar essa belíssima passagem de sua vida e parabéns pelo seu blog!!!
ResponderExcluirFábio Raposo
Obrigado Mário, Armando e Fábio pela visita ao site e muito obrigado pelas palavras.
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