segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Dia das crianças de 1989 - A história da minha mesa de Futebol de botão

Está chegando o dia das crianças. E hoje, ao fuçar um pouco meu blog encontrei o texto que segue abaixo: "Dia das crianças de 1989 - A história da minha mesa de Futebol de botão". Na época, eu ainda jogava com aquela pequena mesa. Hoje, tenho uma mesa maior e também jogo nas mesas oficiais da federação paranaense. Mas, acho que vou dar um "pulo" na casa do pai, pegar um pano com lustra móveis, alguns times e matar um pouco da saudade daquele tempo em que em menos de 1 metro de comprimento cabiam milhares de sonhos.

Texto publicado originalmente em:

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Lembro como se fosse hoje: a campainha tocou e quando fui abrir o portão para meu pai entrar,percebi que dentro do embrulho que ele trazia embaixo do braço havia uma mesa de futebol de botão. 

Cheguei a perguntar o que era aquilo, mas pude ter certeza ao ver a ponta de baixo mal coberta pelo papel de presente. 

Era o dia das crianças de 1989 e foi um dos dias mais felizes da minha vida. 

Já jogava futebol de botão havia dois anos, sempre no chão do quarto ou da sala. 

Lembro que meus pais diziam que um dia me presenteariam com um campo para que não precisa-se mais jogar no chão. 

Naquele dia, ganhei ainda dois times: o Guarani e a Inter de Limeira, que tiveram a honra de estrear a mesa.

Joguei sozinho aquele dia, como faço até hoje, por horas e horas. 

Admito que estranhei no começo, pois estava acostumado a jogar no chão e a fazer campos gigantescos e agora estava jogando numa mesa de 90 cm x 40 cm. 

Porém, fui aos poucos me acostumando e a mesa virou minha grande companheira. 

De tanto jogar, com o passar do tempo a cor verde foi desaparecendo junto com as linhas demarcatórias. 

Hoje, 80% da mesa é descolorida e as linhas antes brancas agora são de tempo em tempo remarcadas com canetinha preta. 

Nem sempre fui cuidadoso com ela, já joguei partidas no sol quente, na garoa fina, já foi levada para a praia no bagageiro do carro e no retorno pegou uma hora de chuva forte, mas ela sempre ali, firme.

Já passei cera e lustra móveis para que os botões deslizassem melhor. 

Já escrevi nas laterais, já colei propagandas e por fim lixei tudo e deixei como era antes. 

Hoje ela é torta, mas com muita história para contar. 

Afinal, ela está há 20 anos comigo.

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